sábado, 3 de maio de 2014

Vida Intelectual - Continuação



Cooperar com seus iguais

            Para que a solidão seja realmente salutar ela precisa ser enriquecida pelo amor ao próximo. Quando nos afastamos do ruído dos homens promovemos a verdadeira e fraterna união; por outro lado, quando nos encontramos com outros que buscam a verdade enriquecemos nossa solidão.
            Por isso, por verdadeiro amor ao próximo, devemos cultivar a solidão, mas esta deve ser temperada por encontros selecionados com outros, que como nós, buscam a verdade.
            E então, nessa solidão e nessa companhia, onde encontramos Deus, nós mesmos e o próximo, estaremos auxiliando a humanidade.

Manter o silêncio interior

            Toda a ação do intelectual deve estar bem dosada e direcionada pelos momentos de estudo, solidão, recolhimento e reflexão.
            Contudo, o estudioso atentará para o “espírito de solidão” e não estritamente para a solidão tida como isolamento. Duas horas diárias bastam para a concentração totalmente solitária, o resto do tempo pode-se estar em “estado de solidão”, isto é, mesmo no tumulto da vida manter-se em serenidade e silêncio interior.
            Assim como é possível estar no tumulto com o espírito silencioso e solitário, é possível também estar sozinho, mas com o espírito perturbado, barulhento e confuso. Por isso, o intelectual deve estar atento para o verdadeiro significado do silêncio e da solidão para melhor os praticar em benefício de sua vocação.